domingo, 27 de outubro de 2019

Como o que eu vivi exemplifica o quanto é necessário as universidades incluírem autistas e pessoas com deficiências de aprendizagem

Dificuldades de socialização e aceitação restrita: sérios problemas pelos quais autistas passam, mas as universidades e faculdades não estão prontas para tratar. Descrição da imagem #PraCegoVer: Uma mulher ruiva aparece triste no canto esquerdo da foto, sendo vista à distância por um grupo de quatro outras mulheres, que lhe haviam negado interação social. Fim da descrição.
Dificuldades de socialização e aceitação restrita: sérios problemas pelos quais autistas passam, mas as universidades e faculdades não estão prontas para tratar

Aviso de conteúdo: Este artigo contém relatos de capacitismo e exclusão. Leia-o apenas se estiver seguro de que não irá sofrer gatilhos de traumas.

As universidades brasileiras atualmente são instituições cheias de obstáculos para os seus alunos autistas, com TDAH e/ou com deficiências de aprendizagem.

Foi por causa dessas barreiras que, nos dois cursos de graduação que eu concluí, eu não consegui obter aprendizado e vivência suficientes para me qualificar profissionalmente e avançar para o mestrado e, antes deles, eu fui levado a desistir rapidamente de outro.

Neste artigo eu conto como, em função de minhas necessidades não terem sido reconhecidas e respeitadas, eu fui privado de me profissionalizar em três áreas de conhecimento.

E quero, a partir deste relato, deixar um alerta para as instituições de ensino superior e profissionalizante, sobre a urgente necessidade de acolher e incluir alunos - e também professores e técnico-administrativos - não neurotípicos.


1. Jornalismo na UFPE (2005): de primeiro no vestibular a desistente em poucos meses


Centro de Artes e Comunicação, onde fica o curso de Jornalismo na UFPE. Descrição da imagem #PraCegoVer: A fachada do Centro de Artes e Comunicação da UFPE, onde fica o curso de Jornalismo dessa universidade. O prédio tem apenas dois andares, tem fachada de concreto, portões de entrada de vidro, árvores e assentos no seu pátio externo. Fim da descrição.
Centro de Artes e Comunicação, onde fica o curso de Jornalismo na UFPE

Quando eu passei em primeiro lugar no curso de Comunicação Social/Jornalismo no Vestibular 2005 da UFPE, foi uma das mais felizes comemorações da minha vida.

Por não saber da minha condição neurodiversa, eu acreditava que teria uma passagem muito próspera no curso, com grandes amizades, muitas prazerosas viagens de visita técnica, aprendizados formidáveis e, finalmente, diplomação como um competente jornalista.

Empolgado para virar um famoso colunista de algum grande portal de notícias no futuro, eu acreditei, por alguns meses, que o jornalismo era excelente para mim.

Só que nenhum desses sonhos se realizou. Pelo contrário, foram meses muito sofridos.

Em primeiro lugar, eu tinha dificuldades imensas de me entrosar com os colegas do curso. Até andei com uma panelinha de quatro colegas, que eram muito gente boa, simpáticos e bondosos comigo e me viam de fato como um amigo, mas eu não conseguia me sentir parte definitiva do grupo. Não conseguia bater papo de maneira fluida, natural e descontraída com eles, nem puxar assuntos.

nas aulas, eu tinha muita dificuldade de prestar atenção para aquelas explanações expositivas. Não conseguia gostar de ler artigos acadêmicos e capítulos de livros de Humanidades. Eu era tão desacostumado com leituras do tipo que não conseguia prosseguir mais do que uma dúzia de páginas em nenhuma xerox que havia adquirido.

Para piorar, eu estava sofrendo o auge da Síndrome de Tourette. Sem diagnóstico nem medicação, meus tiques disparavam todos os dias, me fazendo parecer estar sob pesado efeito colateral de algum remédio de tarja preta e me impedindo até mesmo de me esforçar em prestar atenção na fala dos professores.

E nas minhas últimas semanas naquele curso, tive uma paixão não correspondida por uma colega. Ela simplesmente era gentil e simpática comigo e me via como um ótimo colega.

Mas eu, com dificuldades enormes de interpretar linguagem não verbal (postura corporal, tons de voz, contato visual, expressão facial, gesticulação manual, sentidos implícitos na fala etc.), acreditava que a atitude bondosa dela para comigo seria sinal de reciprocidade romântica.

Apesar de todos esses problemas que algum psicólogo, psicopedagogo ou professor de apoio especializado em espectro autista e deficiências invisíveis facilmente perceberia, naquele curso eu não tive absolutamente nenhum suporte para deficiência de neurodesenvolvimento.

Não havia ninguém especializado lá para quem eu pudesse revelar que não conseguia aprender a ler livros de linguagem humanística intelectualizada e pedir ajuda. Para quem eu contasse que, por mais que me esforçasse, não conseguia me socializar direito com meus colegas.

Nem mesmo ninguém que, percebendo meus problemas, me encaminhasse para atendimento urgente e prioritário na clínica-escola de Psicologia da UFPE ou no Hospital das Clínicas da mesma universidade.

Eu estava ali sendo tratado como se fosse um neurotípico com cérebro “quebrado”. Ou melhor, como alguém que tentava ser neurotípico à força, mas fracassava tristemente. Parecia um cadeirante tentando se forçar a subir com as pernas a escada de um prédio sem nenhuma acessibilidade.

Em determinado momento, me vi à beira de uma depressão. Até ideação suicida eu tive, durante uma ida a uma biblioteca com os colegas da panelinha na qual tentei me enturmar.

A minha experiência foi tão desastrosa, tão submetida à exclusão e inacessibilidade institucionais, que, em 20 de junho de 2005, 63 dias depois do início daquele primeiro período, eu desisti do curso de Jornalismo da UFPE.

O estopim que me levou a abandoná-lo, depois de tanto sofrimento, foi ter me declarado à colega mencionada e ter recebido rejeição amorosa, ainda que de maneira respeitosa, como resposta.


2. Gestão Ambiental no Cefet-PE (2006 a 2008/2009): concluí o curso, mas não me capacitei nem me identifiquei


Antigo Cefet-PE, atual IFPE Campus Recife. Descrição da imagem #PraCegoVer: Parte do interior do antigo Cefet-PE, atual IFPE Campus Recife. A foto mostra um lago, algumas árvores, um poste de luz, alguns corredores e dois dos blocos da instituição. Fim da descrição.
Antigo Cefet-PE, atual IFPE Campus Recife

Em janeiro de 2006, passei no vestibular do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental, no então Cefet-PE, atual IFPE Campus Recife, mesma instituição onde eu havia feito o Ensino Médio entre 2001 e 2003.

Entre abril de 2006 e fevereiro de 2009 (fim do semestre letivo 2008.2), eu tive uma experiência mais amigável do que no efêmero curso anterior. Facilitou isso o fato de que eu já tomava medicamento contra os tiques - Orap na época.

Mas infelizmente não obtive um bom proveito profissionalizante, conforme relato mais adiante. E também houve vários percalços sérios em função da minha neurodivergência perante os meus colegas de turma, os estudantes das outras turmas do curso e alguns professores.

Eu tive um amigo, com quem andava pelo instituto e conversava nos dias em que ele estava presente. O problema é que, por motivo de trabalho, ele conseguiu autorização da coordenação do curso para faltar em todas as disciplinas além do limite tolerado.

Daí, em grande parte dos dias, eu ficava sozinho e à deriva, com interações bastante limitadas e tentativas malsucedidas de entrosamento com meus colegas.

Não conseguia me interessar nas conversas deles sobre o cotidiano, futebol e ritmos musicais populares da época (forró estilizado, swingueira e brega). Manifestava um desconforto enorme em viagens de visita técnica em que colocavam esses estilos para tocar no ônibus - exceto quando eu ouvia rock, com fone de ouvido, no discman que eu tinha.

Era visivelmente desajeitado ao falar com as colegas mais bonitas e simpáticas. Era tratado com antipatia, discriminação e repreensões por algumas outras colegas, das quais eu não sabia me defender verbalmente, incluindo uma de outra turma que gostava de me humilhar.

Manifestava em sala de aula meu hiperfocado repúdio à Cargill, corporação denunciada pelo Greenpeace na época por colaborar com o desmatamento da Amazônia. Falava mal dela numa maneira e frequência que incomodavam boa parte dos colegas, o que também aconteceu quando, a partir de agosto de 2007, eu falava das razões éticas e ambientais de ser vegetariano.

Além disso, fazia perguntas um tanto desafiantes para grupos que apresentavam seminários. Mas por outro lado, não conseguia aprender praticamente nada a partir das aulas, nem me interessar em me aprofundar nos assuntos ensinados.

O meu comportamento autístico mais imprudente e perigoso foi quando, na comunidade da turma no extinto Orkut, em 2007, publiquei um tópico falando mal de um dos professores e criticando sua maneira de dar aula.

Não tinha a noção de que criticar professores num espaço público é algo malquisto e considerado antiético. Aquilo me rendeu uma ameaça de processo por parte daquele professor e uma convocação, por ele e pelo então coordenador do curso, para eu dar explicações e me retratar.

Essa forma como os dois responderam à minha atitude exemplificou o quanto não havia preparo institucional nenhum para se incluir estudantes autistas no então Cefet-PE.
Isso ficou evidenciado também pelo fato de não ter havido lá:
  • Nenhuma assistência psicológica e psicopedagógica para pessoas neurodiversas;
  • Nenhum professor que reconhecesse comportamento autísticos e deficiências de aprendizagem e encaminhasse o aluno à devida avaliação diagnóstica e a um acompanhamento psicoterapêutico, psiquiátrico e terapêutico ocupacional;
  • Nenhum recurso para proteção do aluno autista contra estímulos sensoriais nocivos;
  • Nenhuma campanha de conscientização orientada no modelo social do autismo;
  • Nenhuma consciência, por parte dos docentes, de se adaptar sua didática para alunos neurodivergentes e/ou com dificuldades de acompanhar as aulas de métodos tradicionais.
O resultado dessa carência de inclusão foi que, apesar de ter conseguido me formar, eu não obtive aprendizado profissional. Aliás, por causa disso e de outros motivos, no antepenúltimo semestre do curso eu já não me identificava mais com a vocação de gestor ambiental.

O resultado é que o meu diploma de Gestão Ambiental não tem quase nenhum valor prático. Nunca elevou minhas chances de me encaixar no mercado de trabalho.

Nem mesmo me deu plenas condições de fazer mestrado em Meio Ambiente. Afinal, quando fiz a seleção para essa pós-graduação na UFPE, em 2010, eu tirei a pior nota na etapa da prova escrita entre todos os candidatos - 1,4 de 10 pelo que eu lembro.

O único legado positivo que eu tenho daquele curso é o meu desejo, até hoje nunca concretizado, de estudar autodidaticamente Meio Ambiente e Sociedade, Educação Ambiental e outros temas que interseccionam a temática ambiental com as Humanidades.


3. Ciências Sociais na UFPE (2009 a 2016): identificação sem a devida profissionalização


Centro de Filosofia e Ciências Humanas, onde fica o curso de Ciências Sociais na UFPE. O edifício do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, onde fica o curso de Ciências Sociais na UFPE. O prédio é alto, com quinze andares, e tem em sua fachada corredores com varanda e cobogós (paredes permeáveis com muitos orifícios) vermelhos. Fim da descrição.
Centro de Filosofia e Ciências Humanas, onde fica o curso de Ciências Sociais na UFPE

Em fevereiro de 2009, eu comecei as minhas aulas no Bacharelado em Ciências Sociais na UFPE. Depois de quatro anos de passagens por cursos com os quais não havia conseguido me identificar, finalmente descobri aquela área de conhecimento com a qual eu tenho reais afinidades.

Porém, houve muitas atribulações, algumas das quais quase me fizeram desistir do curso. E no final das contas, assim como aconteceu em GA, em CS eu me graduei sem ter me profissionalizado e, portanto, sem aptidão para trabalhar como cientista social ou professor de Sociologia.

Assim como nos outros dois cursos, eu passei aqueles sete anos (de bacharelado incompleto e licenciatura) sendo tratado como se fosse um neurotípico problemático. Recebi zero suporte inclusivo. Aliás, ninguém lá me reconheceu como neurodiverso - nem os professores, nem os colegas de turma, nem os técnico-administrativos e, por falta de conscientização, nem eu mesmo.

Essa silenciosa e disfarçada exclusão se manifestou das mais diversas maneiras. Primeiramente, nenhum professor utilizava métodos de ensino que considerassem alunos neurodivergentes.

A imensa maioria era didaticamente muito conservadora e recorria aos tradicionais métodos de aula expositiva, apresentação de seminários por alunos e provas escritas. E mesmo os que tentavam inovar não conseguiam conquistar minha atenção e me proporcionar a devida aprendizagem.

Também não havia ninguém capacitado para ensinar métodos de estudo de Humanidades para pessoas com dificuldades. Eu fui, na prática, indiretamente obrigado a estudar livros e capítulos xerocados de um jeito que não me rendeu quase nenhuma fixação de conteúdo - uma maneira ineficaz até mesmo para a maioria dos neurotípicos.

Para piorar, pelo menos duas vezes eu passei mal, por sobrecarga sensorial, em reuniões nas escolas onde eu atuei como bolsista de iniciação à docência. E uma professora de Sociologia, durante uma carona que me deu para casa, subestimou e desincentivou meu interesse pelas Ciências Sociais ao ponto de ter me induzido a quase abandonar o curso.

No mais, todos os aspectos da ausência de inclusividade que mencionei em relação ao curso de GA se repetiram em CS.

E não só a instituição era excludente e ignorava a existência de alunos autistas, como também parte dos meus colegas do bacharelado, totalmente ignorantes sobre Síndrome de Asperger em adultos, me tratavam como se fosse um neurotípico antiético.

Afinal, era relativamente frequente me repreenderem duramente por meus comportamentos autísticos e tentarem até mesmo inibir stims meus como balançar as pernas. Por não saberem que eu sou autista nem entenderem nada sobre neurodiversidade, não respeitavam minha neurodivergência.

Complementa esses percalços de socialização o fato de que eu não conseguia interagir de igual para igual quando os bacharelandos iam aos bares próximos da universidade para beber e conversar. Eu sempre me sentia deslocado, desencaixado, com a impressão de que estava ali por uma obrigação sutil, nunca por prazer.

Já na licenciatura, eu andava isolado na maior parte do tempo. Também não conseguia me entrosar com os colegas. No máximo os cumprimentava, era respondido com gentileza e conversava com alguns deles por poucos minutos.

Já em relação ao curso em si, nem as disciplinas de Sociologia, nem as de Pedagogia da licenciatura incluíam temas relativos a pessoas com deficiência e ensino inclusivo, exceto algumas possíveis menções esparsas feitas por professores.

Em momento nenhum os docentes e suas disciplinas sociológicas incentivaram a mim e a outros colegas a estudar sobre capacitismo, acessibilidade e inclusão, modelo médico e modelo social das deficiências e outros conceitos sociológicos ligados à causa das pessoas com deficiência.

Em resumo, ficou a impressão de que, para o curso de Ciências Sociais, autistas e pessoas com outras deficiências invisíveis não existem ou não são capazes de entrar na universidade.

O resultado foi que eu:
  • Tranquei o bacharelado duas vezes (nos semestres 2010.2 e 2011.2) e tentei trocar de curso nessas duas ocasiões;
  • Me transferi para a licenciatura em 2012.1;
  • Quase desisti do curso em 2013.2;
  • Tive um aprendizado muito medíocre, apesar das minhas ilusórias notas altas;
  • Me formei em 2016.1 sem o conhecimento profissional necessário para fazer mestrado ou trabalhar como professor e/ou sociólogo;
  • Na minha tentativa de entrar para o mestrado de 2019 em 2018, fui eliminado já na primeira etapa, a de avaliação do pré-projeto de dissertação.

Como IFPE e UFPE estão hoje, em se tratando de inclusão de autistas


A Resolução 11/2019 é um marco muito importante para a inclusão dos autistas e pessoas com outras deficiências invisíveis na UFPE. Descrição da imagem #PraCegoVer: Print do cabeçalho da Resolução 11/2019, mostrando o brasão da UFPE e os dizeres "Universidade Federal de Pernambuco, Conselho Universitário, Resolução número 11 de 2019, Ementa: Dispõe sobre o atendimento em acessibilidade e inclsão educacional na Universidade Federal de Pernambuco". Fim da descrição.
A Resolução 11/2019 é um marco muito importante para a inclusão dos autistas e pessoas com outras deficiências invisíveis na UFPE

Hoje em 2019, enfim vejo passos para a frente sendo dados pelas duas instituições. Depois de anos sendo tratados como se fossem inexistentes ou neurotípicos “defeituosos”, os autistas e pessoas com TDAH ou outras deficiências de aprendizagem estão finalmente começando a ser considerados e incluídos pelas políticas de ambas.

O IFPE está dando ótimos passos rumo à implementação de uma política inclusiva para essas pessoas. Isso pode ser atestado pela realização de palestras sobre o espectro autista, pela presença nominal dos autistas em ementas de disciplinas como Fundamentos da Sociologia no curso de Radiologia e Relações Interpessoais no de Design Gráfico, a menção à nossa proteção em projetos pedagógicos como o da Licenciatura em Computação no Campus Afogados da Ingazeira, semanas de conscientização que defendem a inclusão dos alunos autistas etc.

E a UFPE também tem avançado, por meio da Resolução nº 11/2019, publicada em setembro deste ano, que promove as esperadas acessibilidade e inclusão educacional dos estudantes com essas deficiências, e a previsão dessa mesma política no Plano de Desenvolvimento Institucional 2019-2013 e no público-alvo do Núcleo de Acessibilidade.

Mas ainda tem muito a avançar, já que hoje é raro, se não inexistente, alguma disciplina incluir o autismo e o tratamento social dos autistas em suas ementas disciplinares. Essa ausência é percebida atualmente em cursos que teoricamente têm muita afinidade com esses temas, como o bacharelado e a licenciatura em Ciências Sociais, Pedagogia, Medicina, Psicologia, Fonoaudiologia e as pós-graduações em Direitos Humanos, Psicologia, Psicologia Cognitiva, Saúde da Criança e do Adolescente, Saúde da Comunicação Humana e Sociologia.


Conclusão


Minha história de vida em instituições de ensino superior exemplifica o quanto é traumático estudar em uma universidade ou faculdade que não reconhece nem acolhe as necessidades específicas dos alunos autistas, com TDAH, com dislexia etc.

Felizmente as duas em que estudei entre 2005 e 2016 estão, pouco a pouco, deixando no passado essa sombria tradição de exclusão de estudantes com deficiências invisíveis. Mas ainda há muito a caminhar rumo a um futuro ideal em que a inclusão seja completa e não deixe mais nenhum aluno para trás.

Fica a lição: é muito urgente a nossa demanda pela implementação e cumprimento de políticas de educação inclusiva nessas instituições. Sem elas, muitos estudantes literalmente sofrem horrores e veem seus sonhos de capacitação intelectual e prosperidade no mercado de trabalho se transformarem em severos pesadelos.

Um comentário:

  1. De fato, ainda há sérias restrições com relação a isso. Sou graduando em História e vivi dificuldades parecidas, tendo inclusive as mesmas condições neurológicas que você (TEA leve, TDA e superdotação).O pior é ter que assistir à degradação dos cursos de ciências humanas no Brasil por parte dos governos de direita desde o golpe contra Dilma Rousseff,fator este que levou à decisão de buscar outra formação assim que concluir o atual curso.

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